terça-feira, 24 de junho de 2008

Sonhos


Quando acordamos de manhã, o sonho da noite dissolve-se e nós dizemos: "Era um sonho, não era real." Mas alguma coisa no sonho deve ter sido real, senão ele não existiria. Quando a morte se aproxima, talvez olhemos para trás e nos questionemos se a nossa vida foi apenas mais um sonho. Mesmo agora, se olharmos para as férias do ano passado ou para o que se passou ontem, verificamos que é muito semelhante ao sonho que tivemos a noite passada.Existe o sonho e existe o sonhador do sonho. O sonho é um breve jogo de formas. É o mundo - relativamente real, mas não absolutamente real. Depois há o sonhador, a realidade absoluta, na qual as formas vão e vêm. O sonhador não é a pessoa. A pessoa faz parte do sonho. O sonhador é a base na qual o sonho aparece, aquilo que torna o sonho possível. É o absoluto que subjaz ao relativo, o intemporal que subjaz ao tempo, a consciência na forma e por detrás da forma. O sonhador é a própria consciência - quem nós somos.Acordar dentro do sonho é o nosso intuito agora. Quando estamos despertos dentro do sonho, o drama do mundo criado pelo ego chega ao fim, e um sonho mais benéfico e maravilhoso começa. É o novo mundo.

(Eckhart Tolle in Um novo mundo)

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