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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Natal em África


Não há pinheiros nem há neve,
Nada do que é convencional,
Nada daquilo que se escreve
Ou que se diz...
Mas é Natal.

Que ar abafado! A chuva banha
A terra, morna e vertical,
Plantas da flora mais estranha,
Aves da fauna tropical.
Nem luz, nem cores, nem lembranças
Da hora única e imortal.
Somente o riso das crianças
Que em toda a parte é sempre igual.

Não há pastores nem ovelhas,
Nada do que é tradicional.
As orações, porém são velhas
E a noite é Noite de Natal.


Cabral do Nascimento

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O Holy Night

O Holy Night


O holy night the stars are brightly shining
It is the night of our dear Savior's birth
Long lay the world in sin and error pining
Till He appeared and the soul felt its worth

A thrill of hope, the weary world rejoices
For yonder breaks a new glorious morn
Fall on your knees
O hear the angels' voices
O night divine
O night when Christ was born
O night divine, O night
O night divine A thrill of hope, the weary world rejoices

For yonder breaks a new and glorious morn
Fall on your knees
O hear the angels' voices
O night divine
O night when Christ was born
O night divine, O night
O night divine

domingo, 21 de dezembro de 2008

O Holy Night

Falavam-me de amor


Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,

menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.

Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.

O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.

Natália Correia

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O Holy Night

Sempre Natal



O Natal não é somente
Celebrar solenemente
A data mais conhecida
Natal é qualquer momento
De amor e sentimento
Que ilumina a nossa vida.

É o dar sem receber
É no coração conter
Dimensão de caridade
É dar esmola ao mendigo
Ajudar os sem abrigo
Com franca fraternidade.

Natal é p’ro ser humano
Qualquer altura do ano
Em que visita um doente
Quando aos fracos dá a mão
E aos tristes em solidão
Ou conforta alguém ausente.

Natal é a força maior
A grande lição de amor
Que Cristo nos veio trazer
Sem grandes filosofias
Natal é todos os dias
Quando o queiramos fazer !...


Euclides Cavaco

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O Holy Night

A minha primeira poesia


Montados em grandes camelos
caminham p´lo extenso deserto
três homens de grisalhos cabelos;
Caminham num sentido certo.

Os homens são os reis magos
que vêm do Oriente;
Caminham devagar já cansados,
caminham sempre para Ocidente.

Sempre pela estrela guiados
chegaram às terras do Além
para adorar o Deus menino
que nascera em Belém.

Depois de terem descansado
e sempre fiéis à sua cruz
dirigiram-se ao estábulo
onde nascera o Deus Jesus.

Adoraram o Deus Menino
como seu único Senhor;
Adoraram-no como se adora
ao nosso Rei, o Salvador.

Depois de O adorarem
ofereceram-lhe lindos presentes:
ouro, incenso, mirra
e brocados reluzentes

MAS
(Aos 12 anos
Lobito, 1960)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O Holy Nihgt

"Natal das crianças"


Nos olhos duma criança
Brilha uma luz de esp’rança
Pura, expressiva e real
Que na sua inocência
Dão sentido e transparência
Ao verdadeiro Natal !...

P’rás crianças o Natal
É a grande festa afinal
Que é por elas mais vivida
Onde os adultos lhe dão
A verdadeira atenção
Quantas vezes esquecida !

É para elas magia
Universo de alegria
Duma emoção jovial
Com candura e inocentes
Acreditam que os presentes
São obra do Pai Natal !...

Na sua simplicidade
Mostram aos de mais idade
Como o Natal mesmo é .
À noite com seu carinho
Colocam o sapatinho
Com ternura à chaminé...

Acreditam mesmo e só
Que o Pai Natal de trenó
Traz para todos lembranças!
Que bom seria parar
No tempo e, acreditar
No Natal como as crianças !...

Euclides Cavaco

domingo, 14 de dezembro de 2008

Natal Africano


Não há pinheiros nem há neve,
Nada do que é convencional,
Nada daquilo que se escreve
Ou que se diz...
Mas é Natal.

Que ar abafado! A chuva banha
A terra, morna e vertical,
Plantas da flora mais estranha,
Aves da fauna tropical.
Nem luz, nem cores, nem lembranças
Da hora única e imortal.
Somente o riso das crianças
Que em toda a parte é sempre igual.

Não há pastores nem ovelhas,
Nada do que é tradicional.
As orações, porém são velhas
E a noite é Noite de Natal.

Cabral do Nascimento

O Holy Night

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O Holy Night

Era o Natal


(...)
Da árvore nascia um brilho maravilhoso que
pousava sobre todas as coisas.

Era como se
o brilho de uma estrela se tivesse aproximado da Terra.

Era o Natal. E por isso uma árvore se cobria
de luzes e os seus ramos se carregavam de
extrordinários frutos em memória da alegria
que, numa noite muito antiga, se tinha
espalhado sobre a Terra
(...)

Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Poemas de Natal, a FestaTriste


•..•♥•..•
A festa triste...

Não, o Natal não é uma festa alegre,
é uma festa triste.

De repente
as crianças (logo as crianças!)
separam o mundo em duas metades
desiguais:
- de um lado, a abastança, indiferente ou piedosa;
do outro, a necessidade, a mendigar seus restos
como há milênios faz...

As crianças (logo as crianças!)
Algumas com presentes, brinquedos, esperanças,
e as puras alegrias que o bom Velhinho
lhes traz do céu;
outras, sem terem nada, e mesmo tendo pais,
são "órfãos do Natal",
não tem Papai Noel...

Não. Neste mundo como está,
(neste mundo profano
que a um olhar mais humano
não resiste),
o Natal pode ser uma festa,
(quem contesta?)
mas é uma festa triste...


•..•♥•..•

Araújo Jorge

(Poeta Brasileiro)

O Holy Night