No espelho não é eu, sou mim. Não conheço mim, mas sei quem é eu, sei sim. Eu é cara-metade, mim sou inteira. Quando mim nasceu, eu chorou, chorou. Eu e mim se dividem numa só certeza. Alguém dentro de mim é mais eu do que eu mesma. Eu amo mim. Mim ama eu.By Rita Lee
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Viver em África
Tippi Benjamine Okanti Degré nasceu em 1990 em Windhoek, capital da Namíbia.
Okanti é a palavra para mangusto ou manguço, em dialecto bosquímano, e foi um desses animais que chamou a atenção de Sylvie Robert e Alain Degré,pais de Tippi, ambos fotógrafos freelancer da vida selvagem, para o Deserto de Calaári.
“Ela teve uma infância extraordinária em África”, explica a sua mãe Sylvie.”Era um mundo mágico que representava para ela a felicidade perfeita.” Depois teve de vir para Paris para frequentar a escola. Era um mundo completamente diferente. Acho que ela sentiu que África lhe tinha sido tirada injustamente, o que lhe causou muita dor e uma tristeza profunda. Nunca se queixa, mas nunca fala sobre o assunto...
E acrescenta: a primeira reacção de Tippi, foi sentir a falta de espaço da cidade. Costumava dizer:” Mãe, há pouco espaço entre os prédios. Não consigo ver o céu !!!”
Em África, Tippi via a felicidade em tudo: a sua vivência no continente africano, principalmente com os animais, quaisquer que fossem era fantástica. Ela sentia-se tão feliz com galinhas ou com uma chita.
Nunca pensou que a vida em África fosse ter um fim. Quando se deu conta de que tinha acabado, não falou mais no assunto. Tentou esquecer, porque as recordações eram dolorosas.
A sua vida idílica na selva parecia lá muito longe.
Há uns anos quando Tippi chegou a Paris, perguntaram-lhe qual era a sua nacionalidade, ao que ela respondeu: sou africana.
Hoje em dia dá a mesma resposta “sou africana”, diz ela. “Sinto-o no coração. Não tem nada a ver com a nacionalidade”.
A mãe acrescenta:”Não sei o que Tippi vai fazer, mas acho que é impossível que a vida não a leve de volta a África. Estou certa e segura que ela vai voltar para lá. É em África que está o seu coração. É inevitável, é lá que a Tippi pertence.
Penso que em parte também está assustada, porque sabe que, mesmo que volte para África, nada vai ser igual.
Hoje Tippi estuda cinema na Sorboone e aos 18 anos continua a ter dificuldade em conciliar os dois mundos diferentes em que viveu.
No seu coração ela ainda se sente a mesma criança, mas quando olha para o espelho, vê que já não se parece com a menina da selva e pergunta-se: Quem sou eu?
No seu livro editado depois do seu regresso a França, ela escreve:”Todas as pessoas têm problemas. Eu nunca tive um problema enquanto vivi na selva em África”.
O livro “Tippi: My Book of África" (Tippi:O Meu Livro de África),foi editado em 14 países, mas não em Inglaterra nem nos USA.
Resumo de um artigo da autoria de Kim W.
Este é um pequeno resumo da história da vida de uma mulher, nascida e criada até aos 10 anos na mais absoluta liberdade.
Uma história muito interessante,e muito semelhante à história de vida de alguns de nós.
quarta-feira, 18 de março de 2009
As flores da franjipani
Hoje senti saudades do cheiro das flores da franjipani; sempre me acompanharam desde criança até ao dia do casamento,e mais tarde,já mãe,em brincadeiras com os meus filhos.
Como era bom, a disputa entre as amigas, para ver quem conseguia fazer a grinalda mais bonita para enfeitar a cabecita ainda cheia de sonhos inocentes. Era adorno de pouca dura, pois logo a seguir eram as pétalas com o doce cheiro a côco, desfolhadas pela corrente das águas do rio Zaire onde eu nadava,não me apercebendo o quão era feliz.
Doces recordações, que têm o mesmo cheiro e sabor das flores da franjipani.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
Experiências

e acabei me viciando.
Já confundi sentimentos.
Peguei o atalho errado
Já chorei ouvindo música na rua.
mas descobri que essas
são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi no telhado
pra tentar pegar estrelas.
Já fiz juras eternas,
já escrevi no muro da escola,
já chorei sentado no chão ,
já fugi de casa pra sempre
e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando,
já fiquei sozinha no meio de mil pessoas
sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol alaranjado,
já olhei a cidade de cima
e mesmo assim não encontrei meu lugar.
já tremi de nervoso,
já quase morri de amor,
mas renasci novamente
pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite
e fiquei com medo de me levantar.
Já apostei em correr descalça na rua,
já gritei de felicidade,
já roubei rosas num enorme jardim.
mas sempre era um 'para sempre' pela metade.
Já deitei na relva de madrugada
e vi a Lua virar Sol,
já chorei por ver amigos partindo,
mas descobri que logo chegam novos,
e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
momentos fotografados
pelas lentes da emoção,
E agora um formulário me interroga,
"Qual sua experiência?"
Essa pergunta ecoa no meu cérebro:
experiência... experiência...
Será que ser "plantadora de sorrisos"
é uma boa experiência?
Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
uma pequena coisa
para quem formulou esta pergunta:
Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?
sexta-feira, 2 de maio de 2008
sábado, 15 de março de 2008
Merengue da Ilha
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E porque hoje é sábado...o encontro é no Marítimo da Ilha.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Do que eu gosto
de me isolar do mundo
que rodopia lá fora
num vendaval foribundo
Gosto de
me encontrar sòzinha
por entre as árvores do meu quintal...
E sentir-me pequenina
Alheia de todo o mal.
Gosto
de me esconder dos homens
gigantes em seus horrorres
e adorar enternecida
um belo ramo de flores!
Gosto
da luz,da pureza
que há num rosto de criança
A lembrar-me que há um Deus
Naquele olhar, todo esperança.
Gosto
do céu à tardinha
da cor do sol
já sem cor...
E gosto
tanto que eu gosto,
de saber
que daquilo que mais gostas
é de mim
Meu doce amor.
domingo, 9 de março de 2008
O mar
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
She
She
May be the face I can't forget.
A trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay.
She may be the song that summer sings.
May be the chill that autumn brings.
May be a hundred different things
Within the measure of a day.
She
May be the beauty or the beast.
May be the famine or the feast.
May turn each day into a heaven or a hell.
She may be the mirror of my dreams.
A smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell
She
who always seems so happy in a crowd.
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry.
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past.
That I'll remember till the day I die
She
May be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough and ready years
Me I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is
She, she, she
Charles Aznavour






