
No espelho não é eu, sou mim. Não conheço mim, mas sei quem é eu, sei sim. Eu é cara-metade, mim sou inteira. Quando mim nasceu, eu chorou, chorou. Eu e mim se dividem numa só certeza. Alguém dentro de mim é mais eu do que eu mesma. Eu amo mim. Mim ama eu.By Rita Lee
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sábado, 16 de maio de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
Primavera
quinta-feira, 12 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Caminho nocturno

Ouço através da janela,
a chuva, o cantar do vento;
E da minha escura cela
Olho a molhada viela
caída no esquecimento.
Viela, pedras brilhantes
abandonadas no chão;
Pedras húmidas, cortante.
Pedras negras, suplicantes,
que esperam seu perdão.
E a chuva e o vento,
ouço através da janela;
Olho ainda sonolento
caída no esquecimento
a minha pobre viela.
Nostálgico, fico olhando
as pedras do meu caminho;
fico vendo-as suplicando
e entre si murmurando,
e ouço-as chorar baixinho.
a chuva, o cantar do vento;
E da minha escura cela
Olho a molhada viela
caída no esquecimento.
Viela, pedras brilhantes
abandonadas no chão;
Pedras húmidas, cortante.
Pedras negras, suplicantes,
que esperam seu perdão.
E a chuva e o vento,
ouço através da janela;
Olho ainda sonolento
caída no esquecimento
a minha pobre viela.
Nostálgico, fico olhando
as pedras do meu caminho;
fico vendo-as suplicando
e entre si murmurando,
e ouço-as chorar baixinho.
M.A.S.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Olha-me

Olha-me nos olhos meu bem
E vê o meu olhar tão triste,
Tão triste como nunca viste
Por ter de recordar alguém.
Olha-me com amor também;
Mas se alguém no mundo existe
Assim com um olhar tão triste
Peço-te um olhar de desdém.
Triste sigo na minha andança,
Alimenta-me a esperança
Que chegarei a alcançar.
Até lá serão simples sonhos,
Chorarão meus olhos tristonhos
Tanto, que amarás meu olhar…
M.A.S.
E vê o meu olhar tão triste,
Tão triste como nunca viste
Por ter de recordar alguém.
Olha-me com amor também;
Mas se alguém no mundo existe
Assim com um olhar tão triste
Peço-te um olhar de desdém.
Triste sigo na minha andança,
Alimenta-me a esperança
Que chegarei a alcançar.
Até lá serão simples sonhos,
Chorarão meus olhos tristonhos
Tanto, que amarás meu olhar…
M.A.S.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Temporal

Ulula o vento
No seu lamento,
Doce bramir.
A tarde desce,
A noite cresce,
Faz-se sentir.
Ramagens tortas
De folhas mortas
Sempre a sofrer.
E quem as vê
Sonhando crê
Vê-las viver.
Quem talvez sente
O amor ausente,
Pode chorar
A horas mortas.
Batem as portas
Sem descansar.
E as folhas caem
E se contraem
Loucas no chão.
Os homens passam
E as rechaçam
Sem compaixão.
Folhas caídas
Vidas vividas
Sempre a cantar
A horas mortas.
Batem as portas
Sem descansar.
No seu açoite
Sopra na noite
O vento frio,
Num assobio
De arrepiar
A horas mortas.
Batem as portas
Sem descansar.
E a madrugada
Tão ansiada
É sonho triste.
Luar tristonho
É simples sonho
Que não existe.
A esta hora
Chove lá fora
-A neve cai -
Doce cantar
A horas mortas.
Batem as portas
Sem descansar.
M.A.S.
No seu lamento,
Doce bramir.
A tarde desce,
A noite cresce,
Faz-se sentir.
Ramagens tortas
De folhas mortas
Sempre a sofrer.
E quem as vê
Sonhando crê
Vê-las viver.
Quem talvez sente
O amor ausente,
Pode chorar
A horas mortas.
Batem as portas
Sem descansar.
E as folhas caem
E se contraem
Loucas no chão.
Os homens passam
E as rechaçam
Sem compaixão.
Folhas caídas
Vidas vividas
Sempre a cantar
A horas mortas.
Batem as portas
Sem descansar.
No seu açoite
Sopra na noite
O vento frio,
Num assobio
De arrepiar
A horas mortas.
Batem as portas
Sem descansar.
E a madrugada
Tão ansiada
É sonho triste.
Luar tristonho
É simples sonho
Que não existe.
A esta hora
Chove lá fora
-A neve cai -
Doce cantar
A horas mortas.
Batem as portas
Sem descansar.
M.A.S.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Morre o dia lentamente

Morre o dia lentamente. . .
Para as bandas de ocidente
onde parece que o céu
se debruça sobre o mar,
o sol coberto de sangue
mergulha no oceano
como para se querer refugiar . . .
No alto
a lua redonda aparece receosa.
E na praia solitária
escutando o marulhar
eu quero fugir do dia.
E o dia morre
deixando-me só . . .
. . .olhando o mar . . .
Para as bandas de ocidente
onde parece que o céu
se debruça sobre o mar,
o sol coberto de sangue
mergulha no oceano
como para se querer refugiar . . .
No alto
a lua redonda aparece receosa.
E na praia solitária
escutando o marulhar
eu quero fugir do dia.
E o dia morre
deixando-me só . . .
. . .olhando o mar . . .
M.A.S.
sábado, 10 de janeiro de 2009
II-Noite

Lá fora, furioso, ruge o vento.
no meu quarto, com frio, encolhido,
ouço no escuro um débil gemido
terno, arfante sem ser um lamento.
Pela janela vejo o firmamento,
ouço a tua voz num eco tremido;
E um desejo louco e incontido
transforma-se em meu peito, em sofrimento.
Surge-me a tua imagem num anseio,
Chama-me a tua voz e, firme, eu creio
que nunca deixarei de a adorar.
Na noite, cai a chuva docemente.
No céu, nem uma estrela reluzente;
E eu, só, continuo a divagar.
no meu quarto, com frio, encolhido,
ouço no escuro um débil gemido
terno, arfante sem ser um lamento.
Pela janela vejo o firmamento,
ouço a tua voz num eco tremido;
E um desejo louco e incontido
transforma-se em meu peito, em sofrimento.
Surge-me a tua imagem num anseio,
Chama-me a tua voz e, firme, eu creio
que nunca deixarei de a adorar.
Na noite, cai a chuva docemente.
No céu, nem uma estrela reluzente;
E eu, só, continuo a divagar.
M.A.S.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
A minha primeira poesia

Montados em grandes camelos
caminham p´lo extenso deserto
três homens de grisalhos cabelos;
Caminham num sentido certo.
Os homens são os reis magos
que vêm do Oriente;
Caminham devagar já cansados,
caminham sempre para Ocidente.
Sempre pela estrela guiados
chegaram às terras do Além
para adorar o Deus menino
que nascera em Belém.
Depois de terem descansado
e sempre fiéis à sua cruz
dirigiram-se ao estábulo
onde nascera o Deus Jesus.
Adoraram o Deus Menino
como seu único Senhor;
Adoraram-no como se adora
ao nosso Rei, o Salvador.
Depois de O adorarem
ofereceram-lhe lindos presentes:
ouro, incenso, mirra
e brocados reluzentes
MAS
(Aos 12 anos
Lobito, 1960)
caminham p´lo extenso deserto
três homens de grisalhos cabelos;
Caminham num sentido certo.
Os homens são os reis magos
que vêm do Oriente;
Caminham devagar já cansados,
caminham sempre para Ocidente.
Sempre pela estrela guiados
chegaram às terras do Além
para adorar o Deus menino
que nascera em Belém.
Depois de terem descansado
e sempre fiéis à sua cruz
dirigiram-se ao estábulo
onde nascera o Deus Jesus.
Adoraram o Deus Menino
como seu único Senhor;
Adoraram-no como se adora
ao nosso Rei, o Salvador.
Depois de O adorarem
ofereceram-lhe lindos presentes:
ouro, incenso, mirra
e brocados reluzentes
MAS
(Aos 12 anos
Lobito, 1960)
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Vagueando pela noite

Árvores negras,
Lâmpadas de fraca luz,
Sussurro do rio que passa.
Bancos de jardim povoados
Onde pululam sombras inquietas
Que se aproximam
Se afastam
E por fim se enlaçam
Num amplexo de loucos desejos…
Risos
Gargalhadas
Recusas…
Gemidos ténues
Murmúrios quentes…
Notas distantes
Chegam aqui
Misturadas,
Embrulhadas
Com as de uma canção.
Ferem a noite
Estranhos convites
De perdição…
M.A.S.
Lâmpadas de fraca luz,
Sussurro do rio que passa.
Bancos de jardim povoados
Onde pululam sombras inquietas
Que se aproximam
Se afastam
E por fim se enlaçam
Num amplexo de loucos desejos…
Risos
Gargalhadas
Recusas…
Gemidos ténues
Murmúrios quentes…
Notas distantes
Chegam aqui
Misturadas,
Embrulhadas
Com as de uma canção.
Ferem a noite
Estranhos convites
De perdição…
M.A.S.
domingo, 16 de novembro de 2008
Resíduos

Alegrias,tristezas,questões,
Tudo tivemos.
Amor,felicidade,desilusões,
Também conhecemos.
Agora,tudo findou.
Sonhos,castelos,
Estrelas,luar,
Horizontes belos...
Nada mudou.
Só resta o penar,
O triste sofrer...
Pelas ruas andar
Sozinho a viver.
Uma núvem despeja
Gotículas de água,
Num leve rumor.
Meu ser só deseja
Que esta minha mágoa
Fique sempre amor.
M.A.S.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
II-Chegada do Outono

Vão encurtando os dias lentamente,
e as fracas torrentes engrossando;
Vão as aves no espaço vagueando
e as folhas caindo docemente.
De dia cai a chuva persistente,
na mesma voz de noite vai cantando;
Vão os pobres nos charcos chapinhando
e o vento assobia loucamente.
Oscilam com doçura os arciprestes;
A neve cai nos píncaros agrestes
arremessada ao chão num abandono.
Vê-se ao longe no trágico horizonte
surgir a noite escura atrás de um monte
anunciando a vida de outro Outono.
e as fracas torrentes engrossando;
Vão as aves no espaço vagueando
e as folhas caindo docemente.
De dia cai a chuva persistente,
na mesma voz de noite vai cantando;
Vão os pobres nos charcos chapinhando
e o vento assobia loucamente.
Oscilam com doçura os arciprestes;
A neve cai nos píncaros agrestes
arremessada ao chão num abandono.
Vê-se ao longe no trágico horizonte
surgir a noite escura atrás de um monte
anunciando a vida de outro Outono.
M.A.S.
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terça-feira, 10 de junho de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O amanhã
O Amanhã…o que será?
Será porventura o passado,
Ou será um sonho olvidado,
Ou quimera que morrerá?
O Amanhã…que nos dará?
Talvez o sossego ansiado
Num horizonte iluminado,
Ou o ontem que voltará?
Será talvez de Esperança,
De tempestade ou de bonança,
Ou futuro de glória vã?
Será um amanhã risonho,
Cheio de claridade e sonho,
Será um feliz amanhã!
M.A.S.(Luanda)
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Cântico nocturno

Ouço através da janela,
A chuva, o cantar do vento;
E da minha escura cela
Olho a molhada viela
Caída no esquecimento.
Viela, pedras brilhantes
Abandonadas no chão;
Pedras húmidas, cortantes,
Pedras negras, suplicantes,
Que esperam seu perdão.
E a chuva e o vento
Ouço, através da janela;
Olho ainda sonolento
Caída no esquecimento
A minha pobre viela.
Nostálgico, fico olhando
As pedras do meu caminho;
Fico vendo-as suplicando
E entre si murmurando
E ouço-as chorar baixinho.
M.A.S.
Novo Redondo, Angola
A chuva, o cantar do vento;
E da minha escura cela
Olho a molhada viela
Caída no esquecimento.
Viela, pedras brilhantes
Abandonadas no chão;
Pedras húmidas, cortantes,
Pedras negras, suplicantes,
Que esperam seu perdão.
E a chuva e o vento
Ouço, através da janela;
Olho ainda sonolento
Caída no esquecimento
A minha pobre viela.
Nostálgico, fico olhando
As pedras do meu caminho;
Fico vendo-as suplicando
E entre si murmurando
E ouço-as chorar baixinho.
M.A.S.
Novo Redondo, Angola
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Os teus olhos
quinta-feira, 6 de março de 2008
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
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