= O melhor do mundo pra ti =
No espelho não é eu, sou mim. Não conheço mim, mas sei quem é eu, sei sim. Eu é cara-metade, mim sou inteira. Quando mim nasceu, eu chorou, chorou. Eu e mim se dividem numa só certeza. Alguém dentro de mim é mais eu do que eu mesma. Eu amo mim. Mim ama eu.By Rita Lee
sábado, 18 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Conversas com Deus

Tudo na vida é uma meditação na qual se pode contemplar o Divino e vivendo dessa forma, aprendemos que tudo na vida é bênção.
Já não há luta, nem dor, nem preocupação.
Só há experiência.
Neale Donald Walsh
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Para meditar
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Nem sempre sou igual

Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.
Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Alberto Caeiro
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.
Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Alberto Caeiro
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
Felicidade

Ela veio bater à minha porta
E falou-me a sorrir, subindo a escada:
“Bom dia, árvore velha e desfolhada”
E eu respondi: “Bom dia, folha morta”
Entrou: e nunca mais me disse nada...
Até que um dia (quando pouco importa!)
houve canções na ramaria torta
E houve bandos de noivos pela estrada...
Então chamou-me e disse:“Vou-me embora!
Sou a felicidade! Vive agora
Da lembrança do muito que te fiz”
E foi assim que em plena primavera,
Só quando ela partiu contou quem era...
E nunca mais eu me senti feliz!
Guilherme de Almeida
(poeta brasileiro)
E falou-me a sorrir, subindo a escada:
“Bom dia, árvore velha e desfolhada”
E eu respondi: “Bom dia, folha morta”
Entrou: e nunca mais me disse nada...
Até que um dia (quando pouco importa!)
houve canções na ramaria torta
E houve bandos de noivos pela estrada...
Então chamou-me e disse:“Vou-me embora!
Sou a felicidade! Vive agora
Da lembrança do muito que te fiz”
E foi assim que em plena primavera,
Só quando ela partiu contou quem era...
E nunca mais eu me senti feliz!
Guilherme de Almeida
(poeta brasileiro)
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Cold, cold heart
I've tried so hard, my dear, to show that you're my every dream
Yet you're afraid each thing I do is just some evil scheme
A memory from your lonesome past keeps us so far apart
Why can't I free your doubtful mind and melt your cold cold heart?
Another love before my time made your heart sad and blue
And so my heart is payin' now for things I didn't do
In anger, unkind words I say that make the teardrops start
Why can't I free your doubtful mind and melt your cold cold heart?
There was a time when I believed that you belonged to me
But now I know your heart is shackled to a memory
The more I learn to care for you, the more we drift apart
Why can't I free your doubtful mind and melt your cold cold heart?
domingo, 5 de setembro de 2010
A vida é para mim...

A vida é para mim, está se vendo,
uma felicidade sem repouso:
eu nem sei mais se gozo, pois que o gozo
só pode ser medido em se sofrendo.
Bem sei que tudo é engano, mas, sabendo
disso, persisto em me enganar... Eu ouso
dizer que a vida foi o bem precioso
que eu adorei. Foi meu pecado... Horrendo
seria, agora que a velhice avança,
que me sinto completo e além da sorte,
me agarrar a esta vida fementida.
Vou fazer do meu fim minha esperança,
ó sono, vem!... Que eu quero amar a morte
Com o mesmo engano com que amei a vida.
Mário de Andrade
uma felicidade sem repouso:
eu nem sei mais se gozo, pois que o gozo
só pode ser medido em se sofrendo.
Bem sei que tudo é engano, mas, sabendo
disso, persisto em me enganar... Eu ouso
dizer que a vida foi o bem precioso
que eu adorei. Foi meu pecado... Horrendo
seria, agora que a velhice avança,
que me sinto completo e além da sorte,
me agarrar a esta vida fementida.
Vou fazer do meu fim minha esperança,
ó sono, vem!... Que eu quero amar a morte
Com o mesmo engano com que amei a vida.
Mário de Andrade
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sábado, 4 de setembro de 2010
O segredo dos meus olhos

O amor é vermelho. O ciúme é verde.
Meus olhos são verdes.
Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros.
Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber.
Clarice Lispector
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Estrada branca

Estrada branca
Lua branca
Noite alta
Tua falta caminhando
Caminhando, caminhando
Ao lado meu
Uma saudade
Uma vontade
Tão doída
De uma vida
Vida que morreu
Estrada passarada
Noite clara
Meu caminho é tão sozinho
Tão sozinho
A percorrer
Que mesmo andando
Para a frente
Olhando a lua tristemente
Quanto mais ando
Mais estou perto
De você
Se em vez de noite
Fosse dia
Se o sol brilhasse
E a poesia
Em vez de triste
Fosse alegre
De partir
Se em vez de eu ver
Só minha sombra
Nessa estrada
Eu visse ao longo
Dessa estrada
Uma outra sombra
A me seguir
Mas a verdade
É que a cidade
Ficou longe, ficou longe
Na cidade
Se deixou meu bem-querer
Eu vou sozinho sem carinho
Vou caminhando meu caminho
Vou caminhando com vontade de morrer
Lua branca
Noite alta
Tua falta caminhando
Caminhando, caminhando
Ao lado meu
Uma saudade
Uma vontade
Tão doída
De uma vida
Vida que morreu
Estrada passarada
Noite clara
Meu caminho é tão sozinho
Tão sozinho
A percorrer
Que mesmo andando
Para a frente
Olhando a lua tristemente
Quanto mais ando
Mais estou perto
De você
Se em vez de noite
Fosse dia
Se o sol brilhasse
E a poesia
Em vez de triste
Fosse alegre
De partir
Se em vez de eu ver
Só minha sombra
Nessa estrada
Eu visse ao longo
Dessa estrada
Uma outra sombra
A me seguir
Mas a verdade
É que a cidade
Ficou longe, ficou longe
Na cidade
Se deixou meu bem-querer
Eu vou sozinho sem carinho
Vou caminhando meu caminho
Vou caminhando com vontade de morrer
Vinicius de Moraes
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Vinicius de Moraes
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Leitura

Não memorizo
palavas soltas
nem guardo comigo
o texto todo
gosto de saborear
as frases
aos poucos.
Pedro Du Bois
palavas soltas
nem guardo comigo
o texto todo
gosto de saborear
as frases
aos poucos.
Pedro Du Bois
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Intenso brilho

É impossível no mundo
estarmos juntos
ainda que do meu lado adormecesses.
O véu que protege a vida
nos separa.
O véu que protege a vida
nos protege.
Aproveita, pois,
que é tudo branco agora,
à boca do precipício,
neste vórtice
e fala
nesta clareira aberta pela insônia
quero ouvir tua alma
a que mora na garganta
como em túmulos
esperando a hora da ressurreição,
fala meu nome
antes que eu retorne
ao dia pleno,
à semi-escuridão.
Adélia Prado
(poetisa brasileira)
estarmos juntos
ainda que do meu lado adormecesses.
O véu que protege a vida
nos separa.
O véu que protege a vida
nos protege.
Aproveita, pois,
que é tudo branco agora,
à boca do precipício,
neste vórtice
e fala
nesta clareira aberta pela insônia
quero ouvir tua alma
a que mora na garganta
como em túmulos
esperando a hora da ressurreição,
fala meu nome
antes que eu retorne
ao dia pleno,
à semi-escuridão.
Adélia Prado
(poetisa brasileira)
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sábado, 31 de julho de 2010
Despertares

A maior covardia do ser humano
é despertar o sentimento de outro sem ter a intenção de amá-lo.
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